Se
a capa do álbum «Serpentine Prison» (2020) tinha um vago Freud-Bacon Touch, a de
«Get Sunk» pisca o olho a Lourdes Castro.A mesma penumbra de prisão, de cerco,
de transparência vigiada, de refúgio cercado.
Inland Ocean
No
Love
Bonnet
Of Pins
Frozen
Oranges
Breaking
Into Acting
Nowhere
Special
Little
By Little
Junk
Silver
Jeep
Times
Of Difficulty
“God
loves the inland ocean. Lost cause, I have no emotion. Wrap me up and bury me.»
canta-se no interior desse oceano sitiado. Mas “We say sorry then We laugh it
off With careful hugs And kisses off the cheek”. Apesar de todo o amor a
solidão existe. Apesar de todo o abandono existirá uma centelha de carinho.
Mesmo
no centro do absurdo, mesmo se as laranjas suspendem-se congeladas na árvore em
Indiana, mesmo se aos poucos termines em poeira e sonhos, ainda poderemos
encontrar a semente redentora da comunhão.
“Get
drunk! Get sunk! Forget! Get wet!”
No
entanto, “I’ll think of you if you think of me The way the sky thinks of the
sea In times of dfficulty”.
'A
energia pode ser estranha', porém a música de Matt Berninger revela novamente o
modo abstracto e belo de como sobreviver à intempérie de um mundo cruel mas,
ainda assim, belo.
“I only love you baby, I’m only love Without you baby I’m only junk I’m only love I’m only junk.”
jef,
julho 2026



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