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sábado, 11 de julho de 2026

NOS Alive 2026 - menu do dia

Passeio Marítimo de Algés, Oeiras

Quinta-feira, 9 de Julho de 2026

















Sonya – Palco Heineken (16h30)






























Dogstar – Palco Heineken (18h45)

Dogstar: Keanu Reeves (baixo), Bret Domrose (voz e guitarra) e Robert Mailhouse (bateria).


















Alabama Shakes –
Palco Heineken (20h00)

Duração: 1h15

1. Rise to the Sun

2. Hang Loose

3. I Ain't the Same

4. New Song

5. Future People

6. Guess Who

7. This Feeling

8. Feel Hope Coming

9. I Found You

10. Hold On

11. Another Life

12. Dunes

13. Sound & Color

14. American Dream

15. Gimme All Your Love

16. Don't Wanna Fight

17. Always Alright

Alabama Shakes: Brittany Howard (voz e guitarra), Heath Fogg (guitarra), Zac Cockrell (baixo), Ben Tanner (teclas), Steve Johnson (bateria).

 













Nick Cave & the Bad Seeds – Palco NOS (21h15)

Duração: 2h00

1.       Get Ready for Love

2.       From Her to Eternity

3.       Train Long-Suffering

4.       Wild God

5.       O Children

6.       Tupelo

7.       Carnage (Cover de Nick Cave & Warren Ellis)

8.       Joy

9.       Rings of Saturn

10.     Henry Lee

11.     The Mercy Seat

12.     Papa Won't Leave You, Henry

13.     The Weeping Song

14.     Red Right Hand

15.     Jubilee Street

16.     Hollywood

17.      City of Refuge (bis)

18.      Wide Lovely Eyes (bis)

19.      Into My Arms (bis)

 

Nick Cave and the Bad Seeds (Wild God Tour): Nick Cave (Voz e piano). Warren Ellis (violino, guitarra tenor, sintetizadores e loops). Colin Greenwood (baixo). Jim Sclavunos (percussão, bateria e coros). George Vjestica (guitarras e coros). Larry Mullins (Toby Dammit): bateria e percussão. Carly Paradis (teclados e coros) Coro: Janet Ramus, Wendi Rose e T-Jai McCalla.





















Matt Berninger – Palco Heineken (23h45)

Duração: 1h10

1. No Love

2. Frozen Oranges

3. Distant Axis

4. Type It Up (tema original)

5. Martini Me Fatso

6. Walking on a String

7. One More Second

8. Nowhere Special

9. Little by Little

10. Gospel (The National)

11. Slow Show (The National)

12. Terrible Love (The National)

13. Bonnet of Pins

14. Inland Ocean


nota: as fotografias são de Renan Nascimento

sábado, 27 de setembro de 2025

Sobre o concerto «Sexteto de Jazz de Lisboa», Tivoli, 2025.









Há muito que andava sem escutar jazz.

O Sexteto de Jazz de Lisboa oferece-me um concerto comemorativo dos 40 anos da sua formação, com a sala do Tivoli cheia. Existe qualquer coisa de jovial, de cumplicidade, de brincadeira, quase infantil, no modo como este sexteto vai passando de tema para tema. E dentro de cada um deles, como os músicos passam o testemunho como se se tratasse de cerimoniosa dádiva cúmplice, familiar. Movem-se como se estivessem mergulhados num amável espaço aquático. Os temas oferecidos vêm ainda de um primeiro álbum gravado em 1988, «Ao Encontro», quatro anos após a sua formação.

Ao terceiro tema, mergulhava inteiro nesse meio aquoso do jazz. Apetecia-me chamar-lhe “música clássica” mas poderia ser mal interpretado. Tentava encontrar um padrão para os ouvidos da minha memória – blues, bebop, swing, ecm –, a minha memória percorria as prateleiras do jazz, tentava, viciada, encontrar um escaninho para colocar os temas imaginados por Tomás Pimentel ou Mário Laginha. Contudo, havia uma formulação melódica envolvendo sempre um requebro quase de canção de embalar, quase de movimento de salão de baile. Seria isso que, enfim, eu chamaria “jazz clássico”, ou melhor, o “meu” jazz clássico. Mas, afinal, o jazz não se submete a escaninhos ou escantilhões. É ele propriamente dito, ou propriamente tocado. Ponto final.

Uma noite que me trouxe, com alegria e carinho, o jazz de volta ao meu contínuo sistema musical.

Parabéns pelos 40 anos do Sexteto de Jazz de Lisboa. Aguardo com benévola ansiedade o novo disco.

Sexteto de Jazz de Lisboa – Mário Laginha (piano), Mário Barreiros (bateria), Tomás Pimentel (trompete), Edgar Caramelo (saxofone), Ricardo Toscano (saxofone), Francisco Brito (contrabaixo)

Tivoli, 22 de Setembro de 2025


jef, setembro 2025





terça-feira, 15 de julho de 2025

NOS Alive 2025 - menu do dia









NOS Alive 2025

Passeio Marítimo de Algés

12 de Julho


Palco Heineken

Líquen 17h00

Constança Ochoa (voz, poesia), Rui Jorge Lopes, Leonardo Patrício (teclas e programação) e Luís Pedro Keating


Dead Poet Society 17h50

Jack Underkofler (voz e guitarra), Jack Collins (guitarra), Dylan Brenner (baixo) e Will Goodroad (percussão)


(Intervalo)

gov.pt – chave móvel actualizada


Bright Eyes 19h00

Conor Oberst (compositor e guitarra), Mike Mogis (multi-instrumentalista e produtor) e  Nate Walcott (compositor, arranjos, trompete e piano)


Future Islands 01h15

Samuel T. Herring (letras e voz), Gerrit Welmers (teclas e programação), William Cashion (baixo, guitarra eléctrica e acústica) e Michael Lowry (percussão)


Palco Coreto

Luís Severo (guitarra e voz) 18h35


Palco NOS

Muse 21h15

Matthew Bellamy (composição, voz, guitarra e piano), Christopher Wolstenholme (baixo, voz e teclas) e Dominic Howard (bateria e percussão)

 

segunda-feira, 5 de maio de 2025

Sobre o concerto de Decline and Fall, Cine-Teatro Turim, Lisboa, 2024






 


















(fotografia de Rute Leonardo)



(fotografia de Rute Leonardo)




(fotografia de Paulo Romão Brás)







Na noite do dia 3 de maio de 2025, descemos ao negro Cine-Teatro Turim para celebrar com os Decline and Fall o desvendar do que estará por trás da porta fechada, o que se esconde para lá do nevoeiro, aquilo que a cortina de água no vidro vai deformando.

É o primeiro concerto. As 80 cadeiras de veludo vermelho fazem de contraponto visceral ao negro do palco, talvez ao cabedal negro do público. Um público que sabia e ansiava pelo que iria assistir, comovida (ou inebriada) pela celebração colectiva. Afinal, é sempre na família que se revela não o vermelho do veludo das cadeiras mas o do coração.

Ali estavam no palco pequeno mas ampliado pelos vídeos de Rui Veiga que aprofundavam a abstracção sonora: Armando Teixeira, Ricardo S. Amorim e Hugo Santos. Uma caixa de música ou caixa de ressonância para esse ambiente ectro-romântico chegado dos EP «Gloom» e «Pulse» (2024) e do recente LP «Scars and Ashes» (2025). Começando pelo denso caminhar sinfónico de «As All Ends» até a versão de «Warm Leatherette» regressado, cinquenta anos depois, dos The Normal com aquele quase demente refrão. 

Pois é evidente, e contrariando a canção que abre último álbum, nada assim acabará. Nem punk “sinfónico”, muito menos gótico “progressista”. Qualquer classificação arrepia e irrita, quase agonia, para além de não termos tempo de procurar a prateleira certa onde os colocar. A nossa memória deve agora esquecer. É necessário escavar as camadas emocionais do xisto estratificado ou do granito eruptivo para ir encontrar o pulsar encarnado dos corações dos Decline and Fall. Ao vivo, fica mais audível e visível: eles buscam o passado para o ir declarar à parede volátil do futuro. 

Lá nos encontraremos!


jef, 3 de maio de 2025

quarta-feira, 5 de março de 2025

Sobre o concerto de Vitorino, Teatro Variedades 2025



 























Vitorino continua a ser aquela peça de resistência musical, divertimento e memória que todos necessitamos de visitar nos dias sombrios e angustiados que andamos a viver. Ele não se verga nem desiste e resolve editar um disco na tradição da revolta, do amor e do absurdo «Não sei do que se trata, mas não concordo!» (Jugular Tradições, 2024), dedicado ao Sr. Arnaldo Trindade que assim falava, gente da terra, de profundidade filosófica e talvez carpinteiro, usando sempre fato-de-macaco.

Vitorino são as suas histórias do Redondo e do Chiado, da Leitaria Garrett e das Belas Artes. Vitorino é do “Fado Alexandrino”, do poema de Florbela Espanca “Cravos Vermelhos”, do libertário e republicano “Fado da Liberdade Livre”, do “Poema” de António José Forte, ou do “Cão Negro” de Jorge Palma ou ainda do nostálgico “Meu Querido Corto Maltese”.

Mas também de duas das canções de José Afonso mais fortes e incontornáveis “Era Um Redondo Vocábulo” (cantado por Janita Salomé), de “A Morte Saiu à Rua”. Também de duas partituras de Carlos Paredes transcritas para acordeão e tocadas por Inês Vaz.

E de tão belo o poema de António Lobo Antunes “Ana II” ou de “Fado da Prostituta da Rua de Santo António da Glória”.

E se de alegre nostalgia não bastasse, claro e para terminar, “Queda do Império” “Menina Estás à Janela’, “Vou-me embora”.

Grande noite de grandes músicos em teatrinho aconchegado.


4 de março de 2025

 

Vitorino com Tomás Pimentel (trompete), Paulo Gaspar (clarinete), Sérgio Costa (teclado), Carlos Salomé (cordas e percussão), Rui Alves (bateria, voz e assobio), Inês Vaz (acordeão).