Lisboa,
Alvalade. O RCA Club. Entre o Pingo Doce e o Continente, duas igrejas evangélicas
e a estância de madeiras Lino & Filhos Lda.. Não longe dos Bombeiros e do Mercado
de Alvalade.
Um
local à antiga tão longínquo e obscuro, quanto amável e acolhedor. Uma
arquitectura mínima que faz lembrar um velho Ritz Clube ou uma Velha Voz do
Operário. Um balcão com venda ininterrupta de cerveja ladeado por uma escada cujo
corrimão que, por ausência de estratégia, não acompanha até ao fim os degraus fazendo
dançar até ao chão os incautos amantes desse pós-proto-amável punk dos Ist Ist,
banda da grande e inglesa Manchester, que produz música através da sua própria
editora e divulgadora– a Kind Violence Records. Desde 2014.
São
eles: Adam
Houghton – vocais e guitarra; Mat Peters – teclados, sintetizadores e guitarra;
Andy Keating – baixo e Joel Kay – Bateria.
Ao
fundo, para meu gáudio e de tantos velhos conhecedores e amantes de Joy
Division, New Order, The Durutti Column, Depeche Mode, The National / Matt
Beninger ou dos portugueses Decline and Fall (todos de velho negro e usado cabedal),
brinda-se, com precisão inglesa pelas 21h30, à moderna velha escola da acústica
eléctrica, simples e precisa, quase fora de moda. Batida romântica sob refrões firmemente
dementes ou perdidamente amorosos. Temas vindos dos álbuns Architecture (2020),
The Art of Lying (2021), Protagonists 2023), Light a Bigger Fire (2024) e
Dagger (2025). Todos com capas requintadamente estéticas.
Alegre
(e negra) convivência entre o povo lusitano e os britânicos exilados neste
oeste europeu. Tudo fixe, tudo calmo, tudo animado por esse ritmo forte e sintético.
Saímos
felizes mas não chegámos a ir comer o gelado na Conchanata mas comprei o cd «Dagger» de 2026 (o povo musical precisa de apoio!)
(As imagens do concerto são cortesia de Renan Nascimento.)
jef,
10 de outubro 2026







Sem comentários:
Enviar um comentário